segunda-feira, 14 de julho de 2008

orgulho e preconceito.



em grades enclausuro-me
sem ao menos reconhecer;
das chaves já não me lembro mais
onde poderiam padecer.

por mais:
basta-me um toque d'alma.
daquele que é feito sob medida;
que meu nome não carrega,
pois é de inspiração esquecida.

busco-te, desconhecido, a vida inteira.
imagino a mim, junto a ti;
ignoro-me pela culpa de não encontrar
já que quando de mim, parti.

ao despertar,
impulsionada pela arte que me preservou,
rezo pela sua metade, completando
e contemplando
aquilo que ninguém soube enxergar:
a metade que me restou.
muito pouco.




guardei-me pra te presentear
te incluir em minha confusão.

o fiz ainda pra te proteger
do mundo que sei decifrar,
qualquer seja a direção.

de cor tenho suas reações
em versos recriados,
sustento as próprias impulsões.

te decorei pra me presentear
me exluir da minha confusão.

domingo, 13 de julho de 2008

nada, além da ausência de tudo
porém, confortável é meu nada
que nada traz, nada leva
sob esforços se constrói:
em vão.
pra curar-te,
meu querer inadequa-se.
pois não;

de onde nadas em correnteza oculta?
por onde passas se te tenho em clara penumbra?
e como responder?
se nada vou, nada penso;
e como viver?
se nada quero, nada existo.

pra que tanto?
se nada sou,
nada, além da ausência de tudo
mais nada...

sábado, 12 de julho de 2008



perdi-me em meu cantar;
das tantas fiz-me vigiar.
do que resta de mim,
a mim,
quis entregar.