eu, você
o chiado do recreio
o cheiro do café
o casaco no chão
eu, você
a neve na janela
da casa de 5
só vivem 2
eu, você
o buraco no teto
pra luz central
que não compramos
nem vamos
na mesa o caderno
a lente fora do corpo
e o aviso mudo
da poeira
não escutamos
faz -6
nos despimos e
a língua
estrangeira
vai te chupando
o enjôo dos dedos
sem solução
já que tu sais bien
que ce soit à Paris
ou à Berlin
nos encontramos
segunda-feira, 29 de junho de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
112
a vida, agora, me faz parecer um pedaço de papel.
escreverão
em mim.
simples
assim.
(eu
aceito.)
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
terça-feira, 25 de março de 2014
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
O colchão novo só tem lugar pra um.
Sem espuma e de madeira,
também recusa me abraçar.
À noite, quando tento calar o pensamento,
sua dureza insiste em relembrar
as dores que meus ossos causam ao me virar.
Me dizem
que nao mereço afago algum,
e que pro café
é chão e jejum.
Sem motivo pra levantar,
fico aqui a fitar,
esse colchão novo
maldita hora que foi chegar.
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